AVB sem filtros! Revelações sobre Farioli e trocas de mensagens com Mourinho dão que falar

André Villas-Boas concedeu uma extensa entrevista à edição deste domingo do jornal italiano Gazzetta dello Sport, na qual abordou diversos temas, começando, desde logo, sobre o trabalho que Francesco Farioli tem vindo a desenvolver, desde que chegou ao FC Porto, no passado verão, para suceder a Martín Anselmi no comando técnico da equipa principal.
“O Francesco é fantástico. Tem energia, uma grande intuição, está sempre a estudar e pode contar com uma equipa técnica de nove profissionais, que têm competências específicas e que dão um grande contributo. Ele tem a última palavra, mas tudo participam na decisão final. O FC Porto pratica um futebol de alta intensidade e muito interessante. Além disso, é fortíssimo a comunicar, seja com os jogadores, seja para o exterior”, começou por afirmar.
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“É um treinador moderno, e tem apenas 37 anos de idade. Isto significa que tem uma margem de crescimento notável. Estamos muito satisfeitos com ele, com os resultados que está a apresentar e com a harmonia que trouxe a todas as áreas do clube. Foi por isso que renovámos o contrato dele com grande antecipação. Queremos que ele fique connosco durante muito tempo”, acrescentou.
O presidente dos dragões confessou, ainda, que se considera “um pouco semelhante” ao treinador transalpino… ainda que com um sublinhado: “Espero que ele conquiste mais títulos do que aqueles que eu conquistei com o FC Porto. É o treinador que nos vai levar para o futuro, e estamos felizes por tê-lo connosco”.
“Estudei e trabalhei durante dois anos com o objetivo de estar preparado”
Nesta entrevista, André Villas-Boas explicou, ainda, as diferenças entre o futebol atual e aquele que reinava, na altura em que orientou o FC Porto, na qualidade de treinador: “Conquistei um campeonato e uma Liga Europa, além de uma Supertaça Cândido de Oliveira e uma Taça de Portugal. Espero fazer melhor como presidente. Não é fácil, porque a distância para os grandes da Europa aumentou relativamente ao passado, mas, antes de me candidatar e de ter sido eleito, em abril de 2024, estudei e trabalhei durante dois anos com o objetivo de estar preparado. Estou a dar o meu melhor”.
“Como treinador, há muita pressão e muitas coisas por controlar, dentro e fora do balneário, mas o presidente tem uma grandíssimas responsabilidades, sobretudo a de colocar as pessoas certas nos postos certos, nas várias áreas do clube. O FC Porto é um clube polidesportivo, que tem equipas de futebol, mas também de basquetebol, de voleibol e andebol”, refletiu.
“Para mim, tendo sido eleito pelos sócios, é um enorme desafio. O primeiro ano foi difícil, de transformação, e conseguimos reequilibrar a parte financeira, devolvendo a estabilidade ao clube. Agora, com Farioli, os resultados estão a aparecer, e estamos num bom caminho para conquistar o campeonato e superar as meias finais da Taça de Portugal”, completou.
“Mourinho ensinou-me muito, e, por vezes, trocamos mensagens”
A terminar, o presidente do FC Porto falou da experiência com… José Mourinho, agora, treinador do Benfica: “Eu era mais jovem… A minha passagem pelo Inter foi uma bela experiência, que recordo com prazer. Mourinho ensinou-me muito, e, por vezes, trocamos mensagens, ainda que ele esteja a treinar o Benfica, um dos clubes que mantém uma grande rivalidade com o FC Porto. Estamos na luta pela conquista do campeonato, mas respeitamo-nos”.




