Declarações de Manteigas toma lado do Benfica e critica Villas-Boas

João Diogo Manteigas, sócio do Benfica e candidato à presidência nas últimas eleições, apresentou esta sexta-feira, junto da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), uma participação disciplinar contra André Villas-Boas, presidente do Porto. Em causa, estão declarações do líder azul e branca consideradas ofensivas e difamatórias, publicadas na revista Dragões no fim de março.
“Uma associação desportiva portuguesa, conhecida por contratar ‘padres’ para rezar ‘missas’ em eventos desportivos, pediu ao Conselho de Disciplina da FPF para penalizar o Porto por revelar os conteúdos de tais escandalosas práticas religiosas”, começou por escrever, na altura, André Villas-Boas.
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Ao finalizar, o presidente dos dragões fez referência a Paulo Gonçalves, antigo assessor jurídico do Benfica. “O Porto deseja sorte à justiça para provar a veracidade dos factos, em conformidade com a gravidade dos conteúdos, pois as probabilidades de aparecer um Gonçalves qualquer para ser usado como bode expiatório são altíssimas.”
Os encarnados tinham anunciado, antes, em comunicado, um “pedido de esclarecimento (…) relativamente às medidas, ilações e consequências desportivas que o Conselho de Disciplina irá retirar da decisão judicial” do Tribunal Constitucional, que confirmou a condenação dos dragões ao pagamento de mais de 600 mil euros ao Benfica, no âmbito do processo dos e-mails.
O Benfica – que vê Mourinho a atirar-se à imprensa – assinalou que “entre abril de 2017 e fevereiro de 2018, a Porto SAD, através do seu então Diretor de Comunicação [Francisco J. Marques], utilizou canais oficiais do clube para divulgar, de forma reiterada e pública, conteúdos obtidos ilicitamente, formulando acusações graves de corrupção, manipulação de árbitros e adulteração da verdade desportiva por parte do Benfica”.




