Tolerância zero! FPF perde a paciência com Benfica e deixa aviso forte para a próxima época

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) apresentou esta quarta-feira a campanha ‘Stop à Violência’, em forma de apelo nos jogos das duas Ligas profissionais e em três competições federativas, a disputar no sábado e no domingo. Ao lançar o respetivo ‘movimento’, Pedro Proença começou por frisar que chegou “o dia em que o Futebol, unido, diz basta”. Por sua vez, Joaquim Evangelista, presidente do Sindicato dos Jogadores, lançou “um apelo aos três grandes”.
Pedro Proença: “A partir da próxima temporada, teremos um ambiente mais seguro para todos os intervenientes”
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“Não ficámos indiferentes aos relatos que nos chegaram nos últimos meses. Episódios de violência ligados ao desporto e que nos fazem refletir sobre que mundo queremos deixar”, referiu o presidente da FPF, apontando recentes incidentes violentos contra “equipas de arbitragem, jogadores, dirigentes, adeptos e em jogos de crianças, as primeiras que deviam ser protegidas”.
Como já “era impossível não agir”, Proença referiu que a FPF quis passar “das palavras à ação” e garantiu: “A partir da próxima temporada, teremos um ambiente mais seguro para todos os intervenientes, dos adeptos aos jogadores e dos treinadores aos árbitros.”
Joaquim Evangelista: “Quem tem mais responsabilidade deve ter um comportamento de maior exigência. Faço um apelo aos três clubes grandes”
Relativamente ao que foi dito por Joaquim Evangelista, este olhou para a violência além do desporto. “Há um discurso de ódio que se instalou, que a política extravasou e que exige um comportamento nosso enquanto cidadãos” apontou, pedindo que esse comportamento se faça sentir na sociedade e no desporto, onde deva haver “uma cidadania desportiva ativa”, sobretudo por parte de Benfica – que já conhece árbitro para a próxima jornada – , Sporting e Porto.
“Quem tem mais responsabilidade deve ter um comportamento de maior exigência”, disse, fazendo “um apelo aos três clubes grandes”, por terem “uma responsabilidade maior, porque afetam a maioria dos adeptos e cidadãos”.
“No futebol, muita da violência que se manifesta tem a ver com o discurso clubístico. Eu criei muitas expectativas com o novo dirigismo, nomeadamente com Rui Costa, André Villas-Boas e Frederico Varandas. De repente, vi comportamentos recorrentes do passado. Era importante que houvesse capacidade para mudar esse tipo de discurso que afeta os adeptos e que se transfere para dentro das quatro linhas, e que afeta com maior impacto os árbitros”, concluiu de forma veemente.




