Mau tempo deixa telecomunicações em colapso — reposição das linhas fixas segue muito atrasada

Temos vários problemas nos diferentes operadores com a parte fixa e a situação mais complicada, aquela que sabíamos ir demorar mais, é a questão da fibra ótica”, disse à agência Lusa Paulo Fernandes.
Segundo o responsável, que falava à agência Lusa, hoje, em Leiria, no final da conferência “Economia, Risco e Resiliência Depois da Tempestade Kristin”, os últimos dados apontam para que demore entre cinco a seis meses para que a fibra seja reposta.
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“O que está a acontecer é que procuramos criar modelos muito cirúrgicos para entidades críticas para tentar mitigar o que seja o fecho de uma empresa que precisa da fibra para as máquinas funcionarem”, frisou.
O coordenador da Estrutura de Missão disse ainda que o abastecimento de energia elétrica os territórios atingidos está praticamente nos 100%, tirando casos pontuais e situações em que de decorrem de avarias do próprio sistema falhas.
As telecomunicações móveis também já estão totalmente repostas.
Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal, seis das quais no concelho de Leiria, desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram também várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metade das mortes foram registadas em trabalhos de recuperação.
Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos de milhares de milhões de euros.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.




