Farioli dispara sobre arbitragens “duvidosas” e revela conversa privada com Mourinho

Sporting foi a equipa que mais beneficiou com os erros de arbitragem esta época? “O esforço que tivemos de fazer para alcançar o que alcançámos foi massivo. Disse várias vezes que os nossos dois rivais são dois gigantes, duas equipas que vinham de uma exposição na Liga dos Campeões – uma qualificou-se para os quartos de final e a outra colocou o Real Madrid em grandes dificuldades. Isso diz o suficiente sobre o nível deles. Vínhamos de muito longe, porque na época passada a distância era grande. O que eles fizeram esta época foi repetir o seu desempenho, terminando com os mesmos pontos que lhes deram o título anteriormente. Para nós ganharmos hoje, foram precisos 88 pontos, o que mostra uma capacidade fantástica de somar pontos no campo com exibições de alto nível, superando muitas dificuldades. Dificuldades como as lesões do Luuk (de Jong) e do Samu, que foram perdas enormes, e também algumas decisões que foram, no mínimo, questionáveis. Isso aconteceu várias vezes durante a época e o que a equipa fez foi incrível ao encontrar capacidade de lutar e dar sempre uns metros extra para compensar situações que nos colocaram em apuros. A reação foi sempre positiva.”
FC Porto nem sempre jogou bem: “O futebol é uma questão de gosto, o que significa jogar da melhor forma? É muito questionável. Para mim, jogar bem é ser uma equipa organizada, ser uma equipa com várias identidades durante o jogo, abordar o jogo com capacidade e desejo de controlar o jogo, devemos ter o controlo da bola, em muitas áreas diferentes em que temos de nos aplicar. Tivemos bons momentos com bola, fomos os mais consistentes, ficámos invictos com os nossos adversários diretos. Não espero elogios ou aplausos, mas o espírito, consistência e desejo fizeram a diferença, isto é o FC Porto. Não estamos aqui para nos olharmos ao espelho, o ADN do clube e a crença do clube é lutar com esforço, depois tentamos contemplar beleza no jogo.”
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Ligação com Mourinho e ambiente tenso com o Sporting: “A dimensão do nosso sucesso deve-se em grande parte à dimensão dos nossos rivais. Os nossos rivais são grandiosos, são dois gigantes que mostraram isso internamente e também ao mais alto nível na Europa. Fica bem claro o que conseguimos. Desportivamente, tenho o máximo respeito por ambos, pelos coletivos e pela qualidade dos seus jogadores, que estão no radar das principais equipas europeias. Quanto ao Mourinho, disse várias vezes que ele é uma referência, um dos treinadores que mais me inspirou. Enquanto adepto italiano, um miúdo que cresceu a ver Serie A, nunca esquecerei o Inter de Mourinho, o que fizeram, o espírito que tinham e o legado que no Mourinho deixou. Tive a oportunidade de o conhecer, de ter contacto com ele antes de chegar cá. Conversei com ele no último verão, antes de vir para cá, descreveu-me o que o FC Porto significa e deu-me excelentes referências do clube e da cidade. Entre nós os dois há uma relação muito franca e direta, apesar de termos sido rivais, apesar de termos lutado em campo por tudo o que tentamos ganhar, mas sempre com um enorme respeito pelo nosso trabalho. Um dos primeiros telefonemas que recebi depois do título foi dele. Sinto-me grato pela relação e respeito que temos um com o outro.”




