Augusto Inácio não tem dúvidas: “Sporting dificilmente supera o Arsenal sem Hjulmand”

Antigo jogador e treinador dos leões deixou a sua antevisão à partida da segunda mão da Liga dos Campeões, que se disputa em Londres
O Sporting terá de subir os índices ofensivos se quiser inverter a desvantagem de 1-0 frente ao Arsenal, na segunda mão dos quartos de final da Liga dos Campeões, em Londres. A ideia é defendida por Augusto Inácio, que aponta à necessidade de maior agressividade sempre que surgir oportunidade.
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“De cada vez que apanhar uma perda de bola do Arsenal, o Sporting não pode demorar a atacar, nem jogar para o lado ou para trás, senão dá oportunidade ao adversário para se organizar defensivamente”, afirmou à Lusa, destacando ainda a organização dos ingleses: “Já se percebeu que, quando é para defender, o Arsenal fá-lo com onze e todos ficam atrás da linha da bola”.
O antigo jogador e treinador do Sporting analisou também o jogo da primeira mão, decidido por Kai Havertz já nos descontos: “Foi um jogo dividido e com alternâncias. Não se pode dizer que o Arsenal tenha sido uma equipa avassaladora e com grandes oportunidades. Foi calculista, cínica e jogou para o resultado da segunda mão. O Sporting também não se destapou muito, sob pena de ser surpreendido, e jogou naquela de tentar marcar um golo, mas também de não sofrer”.
Na análise individual, Augusto Inácio destacou o trabalho de Geny Catamo e Iván Fresneda, bem como o controlo defensivo sobre Viktor Gyökeres: “Geny Catamo e Fresneda estiveram excelentes em termos táticos e isso fez com que Gyokeres ficasse entalado entre Gonçalo Inácio e, principalmente, Ousmane Diomande, que o marcou, não lhe deu qualquer hipótese e jogou limpinho”.
Apesar do perigo criado por Madueke, o ex-técnico considera que o Sporting esteve bem no sector mais recuado, apontando outro fator decisivo: “O Sporting teve consistência a defender” e só “o banco marcou a diferença a favor do Arsenal”: “Os jogadores do Sporting não tiveram reação nesse passe do Martinelli. Acho que o Sporting perde por estar mais desgastado”.
Para o jogo em Londres, Inácio antevê um cenário semelhante, pelo menos na primeira parte: “Não estou a ver o Arsenal a expor-se muito, porque sabe que o Sporting é perigoso no contragolpe. Se o Sporting tiver de correr alguns riscos enquanto estiver 0-0, vai ser só no segundo tempo”.
Por fim, abordou o regresso de Morten Hjulmand após castigo na primeira mão, relativizando o impacto: “É evidente que Hjulmand faz sempre falta a qualquer equipa, mas não é por estar disponível que o Sporting passa a ter mais possibilidades de ganhar”.




